O Teatro Municipal de Mauá Anselmo Haraldt Walendy, inaugurado em 10 de dezembro de 2001, ganha projeto de manutenção e restauro em seu aniversário de 25 anos . A obra, que será iniciada em janeiro de 2027, está prevista para ser concluída em março de 2028. O investimento é de R$ 4 milhões.

O projeto, apresentado pela artista plástica Maria Luiza Meneses, recebeu recursos do Proac (Programa de Ação Cultural), legislação de incentivo à cultura do governo estadual. As obras, além da modernização e adequação do teatro, contemplam a ampliação de um anexo para a Pinacoteca, que funciona no mesmo espaço desde 2003. 

 O gerente de cultura da Secretaria de Cultura de Mauá, Rafael de Castro, explica que o Teatro Municipal e a Pinacoteca, que recebem cerca de 100 mil pessoas por ano, funcionarão normalmente até julho de 2027, quando as atividades serão interrompidas para o avanço das intervenções. 

“A assinatura oficial de início de obras será realizada, simbolicamente, na festa de 25 anos, no dia 10 de dezembro, que contará ainda com exposição da trajetória do espaço, que é mais que um teatro, mas um centro cultural, que conta com a Pinacoteca e oficinas. Queremos, com o acesso ampliado, que a população entenda que este é um lugar para todos e participe mais, pois há programações também gratuitas”, ressalta Rafael de Castro.

O teatro, localizado na Rua Gabriel Marques, número 353, na Vila Noêmia, possui capacidade para 517 lugares. O novo projeto, que também conta com a participação do autor da obra original, o arquiteto Rafael Antonio Cunha Perrone, inclui total acessibilidade, de acordo com as normas vigentes. Entre as novidades, está um elevador para alcançar o mezanino. 

A intervenção considera ainda a adequação do piso e da fiação elétrica, assim como dos sanitários, vestiários de funcionários e camarins, das saídas de emergência, sistema de ar condicionado, iluminação, adequação de espaços, como da reserva da Pinacoteca, placas de identificação.

“A área anexa para a Pinacoteca contempla um laboratório para cuidado e tratamento das obras do acervo, além de mobiliário adequado para garantir a conservação e longevidade desses materiais”, conta Rafael de Castro. 

A equipe responsável pelo projeto também é composta pela museóloga Cecília Machado, pela arquiteta e historiadora da arte Fernanda Gomes Trotti e pela projetista Isildinha Rodrigues.